Prévia da inflação cai 0,40% em agosto e registra menor taxa em quatro anos

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A prévia da inflação brasileira registrou queda de 0,40% em agosto, influenciada principalmente pela redução nas contas de energia elétrica e pelos preços mais baixos de alimentos e transportes. O resultado é o menor para o IPCA-15 desde agosto de 2022, quando o índice havia recuado 0,73%.

Os números foram divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em julho, o indicador havia apresentado alta de 0,06%.

Com a queda registrada neste mês, o IPCA-15 acumula inflação de 4,24% nos últimos 12 meses.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, cinco apresentaram deflação em agosto.

A maior contribuição para a queda veio do grupo habitação, que recuou 1,41%. Dentro dele, a energia elétrica residencial ficou 6,25% mais barata e exerceu impacto negativo de 0,26 ponto percentual sobre o índice geral.

A redução foi influenciada pelo Bônus de Itaipu, desconto concedido aos consumidores nas contas de energia elétrica.

O grupo de transportes também teve participação importante no resultado, com queda de 1% e impacto negativo de 0,20 ponto percentual.

A alimentação e as bebidas registraram queda média de 0,57% em agosto. Considerando somente os alimentos consumidos dentro de casa, a redução chegou a 0,97%.

Alguns produtos apresentaram recuos expressivos. O tomate ficou 27,38% mais barato, enquanto a batata-inglesa teve queda de 25,14%.

A cenoura apresentou redução de 17,05%, e o café moído recuou 2,31%.

O grupo de alimentação e bebidas teve impacto negativo de 0,12 ponto percentual sobre o IPCA-15 do mês.

Nos transportes, a principal queda foi observada nas passagens aéreas, que ficaram 13,30% mais baratas no período analisado.

Os combustíveis também apresentaram redução média de 1,43%. O etanol recuou 3,63%, enquanto a gasolina ficou 1,23% mais barata. O óleo diesel apresentou queda de 0,71%.

Entre os demais grupos com redução de preços estão vestuário, com queda de 0,20%, e comunicação, com recuo de 0,02%.

Na outra direção, despesas pessoais avançaram 0,66%, educação subiu 0,46% e saúde e cuidados pessoais teve alta de 0,40%.

O IPCA-15 utiliza metodologia semelhante à do IPCA, considerado a inflação oficial do país. A principal diferença está no período utilizado para a coleta dos preços e na abrangência geográfica.

Para o resultado de agosto, o IBGE coletou preços entre 16 de julho e 14 de agosto em 11 localidades brasileiras, incluindo a Região Metropolitana de Porto Alegre.

Os dois indicadores acompanham uma cesta de produtos e serviços consumidos por famílias com renda mensal entre um e 40 salários mínimos.

O resultado definitivo da inflação de agosto será conhecido em setembro. O IPCA do mês está previsto para ser divulgado pelo IBGE no dia 11.