Campanha coleta material genético de familiares de desaparecidos em 26 cidades gaúchas

Foto: Terdag Media

Familiares de pessoas desaparecidas poderão fornecer material genético em 26 cidades do Rio Grande do Sul ao longo desta semana. A mobilização segue até sexta-feira e integra uma nova etapa de uma campanha permanente que utiliza exames de DNA para auxiliar na identificação de desaparecidos, estejam eles vivos ou mortos.

A iniciativa é promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) em parceria com autoridades locais e conta com a participação dos Postos Médico-Legais do Estado. O material coletado poderá ser comparado com perfis genéticos armazenados em bancos de DNA de diferentes regiões do país.

Em Porto Alegre, a coleta ocorre no Instituto-Geral de Perícias (IGP). Na quinta-feira, a campanha também terá um posto móvel no Parque da Redenção, junto ao Monumento ao Expedicionário.

A campanha é direcionada principalmente aos familiares biológicos em primeiro grau que ainda não tenham fornecido material genético para auxiliar na localização ou identificação de uma pessoa desaparecida.

A prioridade começa pelos pais biológicos, seguida pelos filhos e, depois, pelos irmãos biológicos por parte de pai, mãe ou ambos. Cada situação passa pela avaliação de profissionais treinados para definir a melhor forma de realizar o procedimento.

A coleta é simples. O DNA pode ser obtido com um pequeno cotonete passado na parte interna da bochecha ou por meio de uma gota de sangue retirada da ponta de um dos dedos.

Quem não tiver condições de comparecer presencialmente deve entrar em contato com o ponto de coleta mais próximo. A equipe responsável poderá avaliar o caso e buscar uma alternativa para viabilizar o procedimento no local onde o familiar estiver.

Para participar, os familiares devem apresentar documento de identidade e informações referentes ao boletim de ocorrência do desaparecimento.

Também é recomendável levar, quando disponíveis, objetos preservados que tenham pertencido à pessoa desaparecida e possam conter material genético.

Entre os exemplos estão escovas de dentes, dentes-de-leite e cordões umbilicais. Esses itens podem contribuir para a obtenção de um perfil genético diretamente relacionado à pessoa procurada.

Os pontos de atendimento estão distribuídos por 26 municípios: Alegrete, Bagé, Bento Gonçalves, Cachoeira do Sul, Carazinho, Caxias do Sul, Cruz Alta, Erechim, Ijuí, Lajeado, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Rio Grande, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santa Rosa, Santana do Livramento, Santiago, Santo Ângelo, São Borja, São Luiz Gonzaga, Soledade, Uruguaiana e Vacaria.

A mobilização busca ampliar a quantidade de perfis disponíveis para comparação nos bancos genéticos. A análise permite verificar possíveis vínculos entre o DNA fornecido pelos familiares e materiais associados a pessoas ainda não identificadas.

Mesmo após o encerramento desta etapa intensificada, a iniciativa de coleta e comparação genética integra uma campanha permanente de identificação de desaparecidos no país.