Mercado reduz previsão da inflação pela terceira semana seguida

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O mercado financeiro reduziu, pela terceira semana consecutiva, a projeção para a inflação no Brasil em 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central, a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,16% para 5,15%.

Mesmo com a leve queda, a previsão continua acima do intervalo de tolerância da meta de inflação, fixada em 3% pelo Conselho Monetário Nacional. Desde a adoção do sistema de meta contínua, em 2025, o índice é considerado dentro do objetivo quando varia entre 1,5% e 4,5%.

A redução ocorreu apesar das recentes tensões no Oriente Médio, que provocaram alta nos preços internacionais do petróleo e aumentaram as preocupações sobre possíveis impactos na inflação global.

As projeções para a política monetária permaneceram inalteradas. O mercado continua estimando a taxa Selic em 14% ao ano no fim de 2026 e em 12% ao ano ao término de 2027. Atualmente, a taxa básica de juros está em 14,25% ao ano.

As expectativas para a atividade econômica também ficaram estáveis. A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) permanece em 1,99% para este ano e em 1,65% para 2027.

No câmbio, os economistas consultados pelo Banco Central mantiveram a estimativa de R$ 5,20 para o dólar no fim deste ano e de R$ 5,28 para o encerramento de 2027.