
O mercado financeiro revisou para baixo as expectativas para a inflação e para o crescimento da economia brasileira em 2026. As novas projeções constam no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (31) pelo Banco Central.
A estimativa para o índice de inflação neste ano passou de 5,02% para 5,01%. Apesar da pequena redução, a projeção continua acima do limite máximo estabelecido pelo sistema de metas.
Para 2027, os economistas fizeram o movimento contrário e elevaram a expectativa de inflação de 4,25% para 4,28%.
Desde o início de 2025, o Brasil adota o sistema de meta contínua de inflação. O objetivo perseguido pelo Banco Central é de 3%.
Existe uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Dessa forma, a inflação é considerada dentro do intervalo da meta quando fica entre 1,5% e 4,5%.
A projeção de 5,01% para 2026, portanto, permanece 0,51 ponto percentual acima do teto estabelecido.
Os economistas consultados pelo Banco Central também reduziram a expectativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano.
A previsão passou de crescimento de 1,95% para 1,92%. Para 2027, a estimativa foi mantida em 1,5%.
O PIB representa a soma dos bens e serviços finais produzidos no país e é um dos principais indicadores utilizados para acompanhar o desempenho da atividade econômica.
As expectativas para os juros não sofreram alterações. O mercado financeiro manteve em 13,75% ao ano a projeção para a taxa Selic no encerramento de 2026.
Para o final de 2027, a previsão também permaneceu inalterada, em 12% ao ano.
As projeções para o câmbio também ficaram estáveis na edição mais recente do Focus.
Os economistas mantiveram em R$ 5,20 a estimativa para a cotação do dólar no encerramento de 2026.
Para o fim de 2027, a expectativa continua sendo de R$ 5,30 por dólar.
