Temporal deixa 720 desalojados em Eldorado do Sul e município decreta situação de emergência

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O município de Eldorado do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, enfrenta mais um cenário de destruição provocado por eventos climáticos extremos. O temporal com ventos fortes e granizo registrado no último sábado (11) deixou 720 pessoas desalojadas, provocou danos em centenas de imóveis e levou a prefeitura a decretar situação de emergência.

De acordo com a Defesa Civil, o número de desalojados foi atualizado nesta segunda-feira (13) e ainda pode sofrer alterações à medida que as famílias retornam às residências ou novos casos sejam identificados pelas equipes de campo.

O vendaval arrancou telhados, derrubou árvores, postes e interrompeu o fornecimento de energia elétrica em diversos bairros. Cerca de 500 pontos permanecem sem luz, comprometendo também o abastecimento de água, já que muitas comunidades dependem de poços artesianos abastecidos por bombas elétricas. Para minimizar os impactos, caminhões-pipa estão sendo utilizados para abastecer as caixas d’água das residências.

Segundo a Defesa Civil, o fenômeno surpreendeu moradores e autoridades. A previsão meteorológica indicava apenas chuva fraca a moderada, mas o sistema ganhou força rapidamente e atingiu principalmente o bairro Parque Eldorado nas primeiras horas da manhã.

Até o momento, mais de 1,9 mil telhas já foram distribuídas às famílias atingidas. Conforme o coordenador da Defesa Civil de Eldorado do Sul, Mário Rocha, embora o granizo tenha causado danos, a principal causa dos prejuízos foi a intensidade dos ventos, que arrancaram completamente diversos telhados.

As consequências do temporal também afetaram o funcionamento da cidade. Escolas localizadas no bairro Parque Eldorado tiveram as aulas suspensas devido às estradas bloqueadas, postes caídos e à falta de energia elétrica.

Moradores relatam perdas significativas. Em várias residências, a chuva invadiu os imóveis após os telhados serem destruídos, danificando móveis, colchões e roupas. Comerciantes também contabilizam prejuízos, com estabelecimentos destelhados e estruturas comprometidas pela força do vento.

A prefeita Juliana Carvalho destacou que o levantamento dos danos tem sido dificultado pela interrupção dos meios de comunicação em algumas localidades e lembrou que o município ainda se recupera das enchentes históricas registradas em 2024.

Grande parte das famílias desalojadas está sendo acolhida por parentes e vizinhos, enquanto um abrigo emergencial funciona em uma escola municipal para receber pessoas que não têm para onde ir. Paralelamente, voluntários percorrem os bairros afetados para identificar necessidades urgentes e distribuir alimentos, água e outros itens essenciais.

As equipes da Defesa Civil e da prefeitura seguem mobilizadas na remoção de árvores, postes e entulhos, além da recuperação das áreas atingidas. O município continuará monitorando a situação e atualizando os números conforme o avanço dos trabalhos de assistência e o retorno das famílias às suas casas.