Mercado reduz previsão da inflação para 2026 e mantém expectativa para juros e dólar

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A expectativa do mercado financeiro para a inflação brasileira em 2026 voltou a recuar. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,30% para 5,16%.

Apesar da redução, a estimativa continua acima do limite máximo da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional. Desde a adoção do sistema de metas contínuas, em 2025, o objetivo é manter a inflação em 3% ao ano, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Para 2027, no entanto, os economistas consultados pelo Banco Central elevaram ligeiramente a expectativa de inflação, que passou de 4,18% para 4,20%, permanecendo próxima do teto da meta estabelecida.

As projeções para o desempenho da economia brasileira tiveram poucas alterações. A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 foi mantida em 1,99%. Já para 2027, a expectativa sofreu uma pequena revisão para baixo, passando de 1,69% para 1,65%, indicando uma perspectiva de expansão econômica mais moderada.

No cenário dos juros, o mercado manteve a previsão de que a taxa básica Selic encerrará 2026 em 14% ao ano. Para o fim de 2027, a expectativa também permaneceu inalterada, em 12% ao ano. Atualmente, a Selic está fixada em 14,25% ao ano, um dos principais instrumentos utilizados pelo Banco Central para controlar a inflação.

As estimativas para o câmbio também permaneceram estáveis. A previsão é de que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,20. Para 2027, a expectativa continua em R$ 5,28 por dólar.

O Boletim Focus reúne semanalmente as projeções de economistas de instituições financeiras e serve como um dos principais indicadores das expectativas do mercado sobre o comportamento da economia brasileira nos próximos anos. Embora a redução da previsão para a inflação seja vista como um sinal positivo, o índice ainda permanece acima da meta oficial, indicando que o controle dos preços segue sendo um dos principais desafios da política econômica.