Moraes autoriza Bolsonaro a realizar exames hospitalares após queda na prisão

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou, nesta quarta-feira (7), que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja levado a um hospital para a realização de exames médicos, após sofrer uma queda dentro da unidade onde está preso, em Brasília.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e está detido em uma cela da Superintendência da Polícia Federal, no Distrito Federal. Segundo a defesa, o ex-presidente apresentou sintomas que levantaram preocupação médica, como desorientação, lapsos de memória, possível crise convulsiva e um ferimento na região da têmpora.

Os advogados informaram que o quadro clínico é compatível com traumatismo craniano e síncope noturna associada à queda, o que justificaria a realização de exames mais detalhados, entre eles tomografia computadorizada e ressonância magnética do crânio, além de um eletroencefalograma. Os procedimentos foram indicados por um médico particular que acompanha Bolsonaro.

Na decisão, Alexandre de Moraes determinou que o deslocamento do ex-presidente seja feito de forma reservada, com entrada e saída do hospital pela garagem, evitando exposição pública. A Polícia Federal ficará responsável tanto pelo transporte quanto pela vigilância durante todo o período dos exames. Após a conclusão dos procedimentos, Bolsonaro deverá retornar imediatamente à custódia da PF.

A queda foi divulgada inicialmente pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ainda na terça-feira (6). Em uma publicação nas redes sociais, ela afirmou que o marido passou mal durante a madrugada, caiu e bateu a cabeça em um móvel dentro da cela.

No mesmo dia, a defesa tentou autorização para a remoção hospitalar, mas o pedido foi negado por Moraes. Na ocasião, o ministro se baseou em um relatório da equipe médica da Polícia Federal, que avaliou os ferimentos como leves e não apontou necessidade imediata de exames externos.

Diante da persistência das queixas e da apresentação de solicitações médicas mais detalhadas, a defesa reforçou o pedido, que acabou sendo acolhido pelo ministro na decisão desta quarta-feira.