Terça-feira, 21 de maio de 2024

Medo ou Delírio?

Não, não há escolha. Diferentemente de Ordem e Progresso, medo e delírio andam juntos diuturnamente na narrativa desenfreada e lisérgica de Hunter Thompson. O homem responsável por inaugurar o jornalismo Gonzo, não confundir com o Muppet. Por mais que os bonecos também causem medo e delírio.

Nade melhor que Las Vegas para abrigar as alucinações do alter ego de Thompson, levado para as telonas por Johnny Depp com uma maestria peyotal que surpreende e arrebata até o mais pudico dos seres sob a terra de desse Deus louco e desvairado. Só um ser dessa magnitude e fora das margens para permitir tais realidades em meio à aposentados e crianças enfadonhas.

As corridas no deserto, o vento modificando os meticulosamente mal penteados cabelos dos nossos heróis tanto os anônimos, quando os famosos e os infames. A infâmia é o último recurso das Repúblicas caídas. A Res Pública, deve ser cuidada por todos como se a nós pertencesse individualmente.

Quem está na chuva é pra se queimar, já dizia o ex-presidente do Corinthians, Vicente Matheus, e é em uma expedição pouco recomendável que você pode encontrar demônios que vocês sequer sabiam da existência. Não é uma passada em 12 Casas. Mas é uma corrida rumo ao nada, que sempre atravessamos, mesmo que não aconteça antes.

Hunter Thompson deve ter sido lido por De Gaulle, e deveria ser leitura obrigatória para os brasileiros, já que nenhum dos citados anteriormente neste parágrafo são obra para ser lidadas por amadores. Viva as crianças do campo, os jovens adultos que sabem ser a gasolina o verdadeiro combustível das pessoas com sabedoria.

*Inspirado por Hunter S. Thompson em Medo e Delírio em Las Vegas