
Funcionários da Caixa Econômica Federal e de parte do Banco do Brasil iniciaram, nesta quinta-feira (10), uma greve por tempo indeterminado após divergências sobre as propostas apresentadas para a renovação dos acordos coletivos das categorias.
Na Caixa, o movimento tem abrangência nacional. Já no Banco do Brasil, a paralisação ocorre somente nas bases sindicais que rejeitaram a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
Os funcionários da Caixa decidiram pela greve após rejeitarem a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
A proposta prevê a reposição da inflação e um reajuste salarial de 0,6% acima do índice inflacionário. Alterações relacionadas ao plano de saúde dos trabalhadores também estão entre os pontos discutidos nas negociações.
Com a rejeição do acordo, a categoria decidiu iniciar uma paralisação nacional por tempo indeterminado.
A situação é diferente no Banco do Brasil. Parte dos sindicatos aprovou a nova Convenção Coletiva, enquanto outras 60 entidades rejeitaram o acordo.
A greve, portanto, está concentrada nas bases sindicais onde a proposta não recebeu aprovação.
Entre elas estão Porto Alegre, Brasília, Rio de Janeiro, Pernambuco e Florianópolis.
A nova Convenção Coletiva prevê reposição integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescida de aumento real de 0,6% nos próximos dois anos.
O percentual também deverá ser aplicado a outras verbas previstas para os trabalhadores, incluindo vale-alimentação, vale-refeição, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e auxílios.
As paralisações seguem por tempo indeterminado nas bases que aderiram ao movimento.
