
O número de vítimas dos fortes terremotos que atingiram a Venezuela segue aumentando e as autoridades ainda enfrentam dificuldades para dimensionar a real extensão da tragédia. Segundo atualização divulgada por Jorge Rodríguez, presidente do Congresso Nacional, o total de mortos subiu para 188, enquanto mais de 1.500 pessoas permanecem hospitalizadas em diferentes regiões do país.
Apesar dos números oficiais, organizações civis alertam para um cenário muito mais grave. Uma plataforma independente criada para reunir informações sobre vítimas, o site Desaparecidos Terremoto Venezuela, já registra mais de 40 mil pessoas desaparecidas. A ferramenta permite que familiares e cidadãos insiram dados como nome, idade, sexo e localização dos desaparecidos, na tentativa de mapear o impacto humano do desastre.
O governo venezuelano, até o momento, não divulgou um sistema oficial de registro de desaparecidos, nem apresentou uma estimativa consolidada sobre o número de pessoas ainda não localizadas. Essa ausência de dados oficiais amplia a incerteza e reforça a dependência de levantamentos paralelos feitos pela sociedade civil.
Estimativas internacionais também indicam a possibilidade de números ainda mais elevados. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o total de mortes pode variar entre 10 mil e 100 mil, dependendo da extensão dos danos e das condições das áreas atingidas. O órgão considera fatores como densidade populacional e vulnerabilidade das construções para projetar cenários de impacto.
Os terremotos, de magnitudes 7,5 e 7,2, provocaram destruição significativa em regiões do litoral venezuelano, especialmente no estado de La Guaira, próximo a Caracas. Prédios, residências e estruturas públicas desabaram, e hospitais foram severamente afetados, obrigando a transferência de pacientes para outras unidades de saúde.
Os tremores também foram sentidos em países vizinhos, incluindo o Brasil, onde cidades da Região Norte registraram abalos leves. Especialistas destacam que a intensidade dos sismos e a pouca profundidade do epicentro contribuíram para a propagação da energia sísmica e a gravidade dos danos registrados na Venezuela.
