Dólar recua para R$ 5,17 após dados da inflação; Bolsa avança e se aproxima de nova máxima

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O mercado financeiro brasileiro encerrou esta quinta-feira (25) em clima positivo. O dólar caiu 0,47% e fechou cotado a R$ 5,1773, enquanto o Ibovespa registrou alta de 0,87%, encerrando o pregão aos 171.990 pontos. Os movimentos refletiram a repercussão de novos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, além da atenção dos investidores ao cenário geopolítico no Oriente Médio.

Apesar da desvalorização da moeda norte-americana no dia, o dólar ainda acumula alta de 0,71% na semana e de 3,16% no mês. No acumulado de 2026, porém, a divisa registra queda de 5,23%. Já o principal índice da Bolsa brasileira segue em trajetória positiva, com valorização de 1,29% na semana e ganho de 5,82% no ano, embora ainda apresente desempenho negativo no acumulado de junho.

Entre os fatores que movimentaram os negócios esteve a divulgação do IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial do país. O indicador mostrou alta de 0,41% em junho, levando a inflação acumulada em 12 meses para 4,80%, acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. O resultado reforçou a atenção do mercado em relação aos próximos passos da política monetária brasileira.

Os maiores impactos sobre o índice vieram dos grupos Alimentação e Bebidas e Habitação. A elevação dos preços dos alimentos foi impulsionada principalmente pelas carnes, produtos de panificação, leite e derivados, além de frutas, verduras e legumes. Especialistas apontam que fatores sazonais, problemas climáticos e o aumento das exportações de carne contribuíram para pressionar os preços ao consumidor.

No cenário internacional, investidores também acompanharam os novos dados de inflação dos Estados Unidos. O índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), principal referência utilizada pelo Federal Reserve, apresentou alta de 4,1% em maio, alimentando as expectativas sobre futuras decisões de juros da maior economia do mundo.

Outro fator que voltou ao radar foi o mercado de petróleo. Depois da queda registrada na véspera com o avanço das negociações por um cessar-fogo no Oriente Médio, a commodity voltou a subir após um incidente envolvendo um navio de carga próximo à costa de Omã. A valorização do petróleo reacendeu preocupações sobre possíveis impactos nos preços globais da energia e na inflação internacional.

Mesmo diante desse ambiente de cautela, o desempenho da Bolsa brasileira permaneceu positivo, sustentado pela expectativa de manutenção do fluxo de investimentos e pela avaliação de que o mercado continua monitorando atentamente tanto os indicadores econômicos quanto os desdobramentos do cenário externo.