Irã fecha Estreito de Ormuz após alegar violação de cessar-fogo e amplia tensão no Oriente Médio

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O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz para a navegação, após acusar Estados Unidos e Israel de violarem um acordo de cessar-fogo. A decisão foi divulgada pelo Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, principal comando militar conjunto do país, e repercutida pela agência estatal Mehr e pela emissora IRIB.

Segundo os militares iranianos, a medida é uma resposta direta ao que classificam como descumprimento de compromissos internacionais e ações militares contínuas na região. O comunicado afirma ainda que o fechamento da passagem marítima representa apenas o “primeiro passo” de uma série de possíveis respostas caso as supostas agressões continuem.

O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural, ligando o Golfo Pérsico ao oceano aberto. Qualquer interrupção no tráfego da região tende a gerar impacto imediato nos mercados globais de energia e comércio marítimo.

O anúncio ocorre em meio a novos episódios de violência no Oriente Médio. No sul do Líbano, ataques atribuídos a forças israelenses atingiram cidades na região de Nabatieh, deixando ao menos 16 mortos e dezenas de feridos, segundo autoridades locais. As ações aconteceram mesmo após relatos de renovação de cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah.

Equipes da Defesa Civil libanesa realizaram operações de resgate, removendo vítimas e deslocando feridos para hospitais da região. Apesar da escalada recente, representantes diplomáticos de Israel e do Líbano devem participar de novas reuniões mediadas em Washington na próxima semana.

O cenário reforça a fragilidade dos acordos de cessar-fogo na região e amplia a preocupação internacional com uma possível escalada do conflito.