Brasil envia 350 mil doses de vacinas para auxiliar vítimas dos terremotos na Venezuela

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O Brasil reforçou a assistência humanitária destinada à Venezuela com o envio de 350 mil doses de vacinas para apoiar as ações de saúde após os terremotos que atingiram o país no fim de junho. A iniciativa faz parte da cooperação entre os dois países para reduzir os impactos da tragédia e prevenir a disseminação de doenças em áreas afetadas pelo desastre.

A carga é composta por 250 mil doses de vacina contra a raiva canina e outras 100 mil contra a febre amarela. De acordo com o Ministério da Saúde, esses imunizantes são considerados estratégicos em situações de emergência, quando o comprometimento da infraestrutura e dos serviços públicos aumenta o risco de surtos epidemiológicos.

Além das vacinas, o governo brasileiro já encaminhou aproximadamente 7,1 toneladas de medicamentos e materiais hospitalares para auxiliar no atendimento às vítimas. Entre os itens enviados estão antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, soluções injetáveis, seringas, luvas, máscaras, gazes, ataduras e equipamentos utilizados em procedimentos médicos.

O Ministério da Saúde ressaltou que manter a vacinação em cenários de calamidade é uma medida essencial para proteger a população diante da fragilidade temporária do sistema de saúde. A pasta também informou que a doação não compromete os estoques destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS), preservando o abastecimento interno.

O transporte da remessa foi realizado em um voo humanitário, com chegada prevista à Venezuela neste domingo. A operação contou com uma aeronave disponibilizada pela companhia aérea Gol, em ação coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores.

A ajuda ocorre em meio às consequências dos dois fortes terremotos registrados na Venezuela em 24 de junho, de magnitudes 7,2 e 7,5. Segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades venezuelanas, a tragédia já provocou 2.954 mortes e deixou 16.592 pessoas feridas. Além disso, mais de 16 mil moradores perderam suas residências, ampliando a necessidade de assistência humanitária e de ações para evitar novas crises sanitárias nas regiões atingidas.