Mortos por terremotos na Venezuela chegam a 589; Brasil envia missão humanitária

Foto: REUTERS/Maxwell Briceno

A tragédia provocada pelos fortes terremotos que atingiram a Venezuela continua se agravando. O governo venezuelano atualizou nesta sexta-feira (26) o balanço oficial da catástrofe e informou que o número de mortos chegou a 589, enquanto mais de 2,9 mil pessoas ficaram feridas. As operações de resgate seguem em andamento em diversas regiões do país, e as autoridades não descartam um aumento expressivo no total de vítimas.

Em pronunciamento oficial, a presidente Delcy Rodríguez afirmou que dezenas de pessoas ainda foram retiradas com vida dos escombros, resultado que renova a esperança das equipes de busca e das famílias que aguardam notícias de desaparecidos.

Apesar da atualização oficial, organizações da sociedade civil alertam que a dimensão da tragédia pode ser ainda maior. Uma plataforma criada para reunir informações sobre vítimas aponta que mais de 40 mil pessoas seguem desaparecidas, número que ainda não foi confirmado pelo governo venezuelano.

Estudos do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) indicam que o impacto humano e econômico do desastre pode ser elevado. As projeções apontam a possibilidade de dezenas de milhares de vítimas, além de prejuízos equivalentes entre 1% e 7% do Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela.

As autoridades também informaram que a atividade sísmica permanece intensa. Desde os dois terremotos principais, de magnitudes 7,2 e 7,5, já foram registradas 214 réplicas, aumentando a preocupação com novos desabamentos e dificultando o trabalho das equipes de emergência.

O estado de La Guaira permanece como a área mais atingida pelos tremores. Diversos edifícios residenciais, comerciais e estruturas públicas desabaram, levando o governo a decretar a região como zona de desastre natural e a ampliar as ações de resposta humanitária.

Diante da gravidade da situação, o Brasil confirmou o envio de ajuda à Venezuela. Uma aeronave KC-390 Millennium da Força Aérea Brasileira decolou nesta sexta-feira transportando uma missão humanitária composta por especialistas em busca e resgate urbano, integrantes da Defesa Civil, militares dos Corpos de Bombeiros de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações.

A missão brasileira deve reforçar as operações de localização de sobreviventes e contribuir para restabelecer parte da infraestrutura de comunicação nas áreas mais afetadas pelo desastre.