
Uma operação coordenada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul levou à prisão de quatro pessoas suspeitas de integrar um esquema criminoso que utilizava boletos falsificados para enganar consumidores em diferentes regiões do país. A ação ocorreu na manhã desta terça-feira (16), em São Paulo, onde também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.
De acordo com as investigações, os criminosos atuavam de forma organizada e utilizavam informações obtidas na internet para identificar pessoas que buscavam renegociar ou quitar empréstimos e financiamentos. A partir desses dados, integrantes do grupo entravam em contato com as vítimas por meio do WhatsApp, fingindo representar instituições financeiras legítimas.
O golpe consistia no envio de boletos adulterados que reproduziam a aparência dos documentos originais. Embora contivessem informações verdadeiras sobre contratos e empresas, os pagamentos eram direcionados para contas bancárias controladas pelos suspeitos.
As apurações indicam que um dos investigados, apontado como líder da organização, teria acesso a sistemas internos de uma instituição financeira. Com isso, conseguia localizar clientes interessados em antecipar a quitação de dívidas, tornando a abordagem dos golpistas mais convincente.
Após a emissão dos boletos falsos, outros integrantes da quadrilha alteravam os dados do beneficiário para que os recursos fossem transferidos para contas ligadas ao esquema. Segundo a polícia, uma das participantes ficava responsável por receber os valores e teria direito a uma comissão equivalente a 10% de cada golpe concluído.
A investigação teve início no Rio Grande do Sul após uma vítima registrar ocorrência relatando a perda de R$ 52.239,27 ao efetuar o pagamento de dois boletos que acreditava serem legítimos. Durante o andamento do caso, os policiais identificaram pelo menos outras três vítimas em estados diferentes, embora exista a suspeita de que o número real seja muito maior.
Os investigadores também descobriram tentativas de fraude envolvendo cobranças superiores a R$ 23 mil por operação. Com a autorização judicial para quebra de sigilos e análise das movimentações financeiras, foi possível rastrear os envolvidos e identificar as funções desempenhadas por cada integrante dentro da organização.
A Polícia Civil alerta que consumidores devem redobrar os cuidados ao receber propostas de renegociação de dívidas por aplicativos de mensagens. A recomendação é sempre confirmar a autenticidade dos contatos diretamente com as instituições financeiras e verificar atentamente os dados do beneficiário antes de efetuar qualquer pagamento.
As investigações seguem em andamento para identificar novas vítimas e possíveis participantes do esquema criminoso.
