Dólar cai a R$ 4,91 e atinge menor nível em mais de dois anos

Foto: REUTERS/Yuriko Nakao

O mercado financeiro brasileiro registrou um dia positivo nesta terça-feira (5), com queda do dólar, alta da bolsa e recuo nos preços do petróleo. A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 4,912, com desvalorização de 1,12%, atingindo o menor nível em cerca de 27 meses.

Ao longo do dia, o dólar manteve trajetória de queda e chegou a ser negociado a R$ 4,90 na mínima da sessão. No acumulado de 2026, a moeda já registra recuo superior a 10% frente ao real, refletindo um cenário internacional mais favorável a ativos de risco.

O movimento foi impulsionado pelo aumento do apetite global por investimentos em países emergentes, como o Brasil. Mesmo com as tensões no Oriente Médio, a manutenção de um cessar-fogo parcial entre Estados Unidos e Irã ajudou a reduzir a aversão ao risco entre investidores.

No cenário doméstico, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou a expectativa de juros elevados por mais tempo, o que contribui para atrair capital estrangeiro e pressionar o dólar para baixo.

A bolsa de valores também acompanhou o ambiente positivo. O índice Ibovespa, principal indicador da B3, avançou 0,62% e fechou aos 186.753 pontos, impulsionado por resultados corporativos e pelo cenário externo.

Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 também registrou alta, refletindo o mesmo movimento global de maior disposição ao risco.

Já no mercado de commodities, o petróleo teve forte queda. O barril do tipo Brent recuou 3,99%, sendo negociado a US$ 109,87, enquanto o WTI caiu 3,90%, a US$ 102,27.

Apesar da queda, os preços do petróleo seguem elevados, ainda acima dos US$ 100 por barril, em meio às incertezas no Oriente Médio, especialmente em relação ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte da commodity.