
A Espanha voltou ao topo do futebol mundial. Em uma final marcada pelo amplo domínio da equipe europeia, a seleção comandada por Luis de la Fuente derrotou a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, neste domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e conquistou o título da Copa do Mundo de 2026.
O gol que definiu a decisão saiu apenas no tempo extra. Após jogada construída pela esquerda, Nico Williams escorou de cabeça e Ferran Torres apareceu livre para finalizar com força e garantir o segundo título mundial da história da seleção espanhola, repetindo o feito alcançado em 2010.
A conquista confirma a excelente campanha da Espanha ao longo do torneio, encerrada de forma invicta e com uma atuação consistente diante da atual campeã mundial. Para a Argentina, ficou o vice-campeonato e a despedida de Lionel Messi das Copas do Mundo, encerrando uma trajetória histórica com um título mundial, dois vice-campeonatos e o reconhecimento como um dos maiores jogadores da história da competição.
Desde os primeiros minutos da decisão, a Espanha assumiu o controle da posse de bola e passou a ditar o ritmo da partida. Lamine Yamal foi o principal articulador das jogadas ofensivas, levando perigo em tabelas com Dani Olmo e criando dificuldades para a defesa argentina.
A primeira oportunidade clara surgiu justamente em uma combinação entre os dois. Yamal recebeu dentro da área, finalizou rasteiro e obrigou Emiliano Martínez a fazer a primeira defesa importante da final.
A equipe espanhola continuou pressionando durante toda a primeira etapa, explorando principalmente o lado direito do ataque. Mikel Oyarzabal e Marc Cucurella também levaram perigo antes do intervalo, enquanto a Argentina encontrava dificuldades para manter a posse de bola e praticamente não conseguiu ameaçar o gol defendido por Unai Simón.
Ainda antes do fim do primeiro tempo, Lionel Scaloni foi obrigado a mexer na equipe após a lesão de Lisandro Martínez, substituído por Nicolás Otamendi.
O panorama da partida permaneceu o mesmo na etapa complementar. A Espanha manteve o domínio territorial e acumulou oportunidades com Álex Baena, Dani Olmo, Pedri, Ferran Torres e Aymeric Laporte, mas voltou a esbarrar nas grandes intervenções de Emiliano Martínez, que manteve os argentinos vivos na decisão.
Nos minutos finais do tempo regulamentar, a situação da Argentina ficou ainda mais complicada. Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo após uma falta dura sobre Pau Cubarsí e foi expulso, deixando a equipe sul-americana com um jogador a menos para a prorrogação.
Mesmo com a vantagem numérica, a Espanha precisou insistir até encontrar o caminho do gol. Logo no início do tempo extra, Ferran Torres chegou a balançar as redes, mas o lance foi anulado após revisão da arbitragem, que identificou uma falta de Mikel Merino na origem da jogada.
A pressão espanhola aumentou e acabou sendo recompensada na segunda etapa da prorrogação. Pedro Porro cruzou na medida pela direita, Nico Williams desviou de cabeça para o meio da área e Ferran Torres apareceu livre para finalizar de primeira, sem chances para Emiliano Martínez, marcando o gol que decidiu a final.
Nos minutos restantes, a Espanha administrou a vantagem com tranquilidade e confirmou a vitória por 1 a 0, coroando uma campanha marcada pelo futebol ofensivo, pela solidez defensiva e pelo protagonismo de uma nova geração de talentos.
Com o triunfo, a seleção espanhola conquista o bicampeonato mundial e consolida seu retorno ao protagonismo do futebol internacional. Já a Argentina encerra sua participação como vice-campeã, em uma campanha que também ficará marcada pelo último capítulo de Lionel Messi em Copas do Mundo, encerrando uma carreira histórica no maior palco do futebol.
