
O governo do Irã anunciou nesta quinta-feira (11) o fechamento total do Estreito de Ormuz por tempo indeterminado, em uma decisão que amplia a tensão no Oriente Médio e gera preocupação nos mercados internacionais. A medida foi adotada após uma nova série de ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos contra alvos iranianos na noite anterior.
Considerado um dos corredores marítimos mais estratégicos do planeta, o Estreito de Ormuz concentra uma parcela significativa do transporte mundial de petróleo e gás natural liquefeito. Qualquer interrupção no fluxo da região tem potencial para impactar diretamente os preços da energia e a economia global.
Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou a ofensiva norte-americana, classificando os bombardeios como ilegais e afirmando que a ação compromete qualquer perspectiva de estabilidade na região.
Segundo o governo iraniano, os ataques tornam praticamente inviável a continuidade do cessar-fogo que vinha sendo mantido há quase dois meses. As autoridades também atribuíram aos líderes dos Estados Unidos a responsabilidade por eventuais consequências decorrentes da escalada militar.
Poucas horas após os bombardeios, o Irã realizou ações de retaliação na região do Golfo. Autoridades informaram a ocorrência de incidentes envolvendo embarcações próximas à costa de Omã. Um dos episódios ocorreu nas proximidades do porto de Shinas, importante ponto de navegação na área.
As informações sobre vítimas ainda apresentam divergências. Enquanto veículos de comunicação iranianos relataram a morte de três marinheiros, autoridades indianas informaram que os 20 cidadãos do país que estavam a bordo de uma das embarcações envolvidas foram localizados e estão em segurança.
O fechamento do Estreito de Ormuz aumenta as preocupações da comunidade internacional sobre possíveis impactos no abastecimento global de combustíveis e sobre o risco de ampliação do conflito. Governos e organismos internacionais acompanham a situação com atenção, diante da importância estratégica da região para o comércio mundial e para a segurança energética internacional.
