
Uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul mobilizou centenas de agentes nesta quinta-feira (11) para combater uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas e em um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro. A ofensiva, batizada de Operação Apakani, resultou na prisão de 27 pessoas e integra a Operação Narke 6, coordenada nacionalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Ao longo da ação, foram cumpridos mandados judiciais em diversas cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Os policiais executaram ordens de prisão preventiva e temporária, além de mandados de busca e apreensão, bloqueios de contas bancárias e sequestros de veículos utilizados pelo grupo investigado.
Durante as diligências, os agentes apreenderam dinheiro em espécie e uma arma de fogo. As investigações também alcançaram empresas localizadas em outros estados brasileiros, com apoio das polícias civis locais.
Segundo a Polícia Civil, o trabalho investigativo teve início em 2023 após a apreensão de aproximadamente 1,3 tonelada de maconha no município de Canoas. A partir desse fato, os investigadores identificaram uma estrutura criminosa que atuava na distribuição de drogas em larga escala, especialmente cocaína e crack, utilizando rotas interestaduais e estratégias para dificultar o rastreamento policial.
As apurações revelaram que integrantes da organização alugavam imóveis em áreas valorizadas de cidades gaúchas para armazenar entorpecentes e coordenar atividades logísticas. Paralelamente, o grupo teria desenvolvido mecanismos para inserir recursos ilícitos na economia formal.
De acordo com a polícia, o esquema movimentou cerca de R$ 21,3 milhões durante o período investigado. O dinheiro proveniente do tráfico era ocultado por meio de movimentações financeiras, aquisição de veículos, uso de empresas de fachada e mistura de recursos ilegais com atividades empresariais legítimas.
A operação contou com a participação de quase 300 policiais dos dois estados e teve como principal objetivo enfraquecer a estrutura financeira da organização criminosa, impedindo a continuidade das atividades ilícitas e reduzindo sua capacidade operacional.
As investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a análise sobre a rede financeira utilizada para ocultação dos valores provenientes do tráfico de drogas.
