
O Governo do Rio Grande do Sul inaugurou nesta semana as novas instalações da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) vinculada à 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), em Porto Alegre. A nova estrutura foi projetada para qualificar o acolhimento às vítimas de violência doméstica e familiar, oferecendo atendimento integrado e especializado em regime de plantão permanente.
Instalada na rua Professor Freitas e Castro, no bairro Azenha, a unidade passa a funcionar 24 horas por dia, todos os dias da semana, realizando registros de ocorrências e flagrantes relacionados à violência contra a mulher. Além do atendimento policial, o espaço reúne serviços de assistência social, apoio psicológico e atendimento da Defensoria Pública, fortalecendo a rede de proteção às vítimas.
Durante a inauguração, o governador Eduardo Leite destacou a necessidade de atuação conjunta entre o poder público e a sociedade no enfrentamento à violência doméstica. Segundo ele, a complexidade do problema exige não apenas ações de segurança, mas também iniciativas voltadas à transformação cultural e à promoção da igualdade de direitos entre homens e mulheres.
A nova estrutura foi viabilizada com apoio do Instituto Dunga e busca proporcionar um ambiente mais acolhedor para as mulheres que procuram ajuda, ao mesmo tempo em que oferece melhores condições de trabalho para os profissionais da segurança pública.
O secretário da Segurança Pública, Mário Ikeda, ressaltou que o Estado vem ampliando os investimentos em delegacias especializadas, unidades de pronto atendimento e capacitação de policiais civis e militares. O objetivo é qualificar o atendimento em todas as regiões gaúchas e ampliar o acesso das vítimas aos serviços de proteção.
A inauguração ocorre em paralelo à ampliação do horário de funcionamento de cinco Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher no interior do Estado. As unidades de Canoas, Caxias do Sul, Passo Fundo, Pelotas e Santa Maria passaram a oferecer atendimento estendido até as 20 horas, reforçando o suporte às mulheres que enfrentam dificuldades para buscar ajuda durante o horário comercial.
A secretária-adjunta da Segurança Pública, Adriana da Costa, destacou que a ampliação do atendimento representa um avanço na oferta de serviços humanizados e acessíveis. Ela também ressaltou a importância do registro de ocorrências para o acionamento das medidas protetivas previstas em lei.
Segundo dados apresentados pela Secretaria da Segurança Pública, quase 70 mil medidas protetivas foram solicitadas no Estado no último ano. O levantamento indica ainda que uma pequena parcela das vítimas de feminicídio possuía medidas protetivas deferidas pela Justiça, reforçando a relevância da denúncia e da busca por apoio junto à rede de proteção.
