Produção industrial brasileira cresce em abril e acumula quatro meses consecutivos de alta

Foto: CNI/José Paulo Lacerda

A produção industrial brasileira manteve trajetória de crescimento em abril e registrou expansão de 0,7% na comparação com o mês anterior, consolidando o quarto resultado positivo consecutivo do setor. Com o desempenho, a indústria acumula avanço de 4,4% desde o início dessa sequência de crescimento.

Os dados fazem parte do levantamento mensal realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que acompanha a evolução da atividade industrial em todo o país.

O resultado reforça o processo de recuperação do setor, que atualmente opera acima dos níveis registrados antes da pandemia de Covid-19. Ainda assim, a produção permanece abaixo do pico histórico alcançado há mais de uma década.

Nos primeiros quatro meses de 2026, a indústria acumula crescimento de 1,7% em comparação ao mesmo período do ano passado, demonstrando continuidade da expansão observada desde o início do ano.

Entre os segmentos que mais contribuíram para o desempenho de abril estão as indústrias extrativas e o setor de derivados de petróleo e biocombustíveis, ambos com crescimento de 3,1%. O avanço foi impulsionado principalmente pela maior produção de petróleo, gás natural, minério de ferro, além de combustíveis como o diesel e o etanol.

Outras atividades também apresentaram resultados positivos, incluindo os setores de produtos de borracha e plástico, madeira, têxteis e equipamentos elétricos, que registraram crescimento na passagem de março para abril.

Por outro lado, parte da indústria enfrentou desaceleração. O setor de produtos químicos liderou as quedas do período, acompanhado pelos segmentos farmacêutico, de máquinas e equipamentos, metalurgia e fabricação de veículos automotores.

O desempenho mostra um cenário de recuperação moderada da atividade industrial, sustentada por alguns dos principais setores da economia, embora ainda existam diferenças significativas entre os diversos ramos produtivos.

A continuidade do crescimento nos próximos meses será acompanhada de perto por empresários e analistas, que observam os impactos do cenário econômico, do consumo interno e das exportações sobre o ritmo de produção da indústria brasileira.