Juros para famílias chegam a 61,7% ao ano e inadimplência sobe para 6%

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

As famílias brasileiras enfrentaram novo aumento dos juros e da inadimplência em agosto. Dados das Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central nesta terça-feira (29) também mostram avanço do endividamento.

A taxa média de juros do crédito livre para pessoas físicas chegou a 61,7% ao ano. O percentual representa aumento de 1,4 ponto percentual em relação a julho e de 2,9 pontos percentuais na comparação com agosto do ano passado.

Entre as modalidades que contribuíram para pressionar o indicador estão operações com cartão de crédito.

A inadimplência entre as famílias alcançou 6% em agosto. Houve avanço de 0,2 ponto percentual em relação a julho e de 1,1 ponto percentual na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Considerando toda a carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional, incluindo pessoas físicas e empresas, a inadimplência ficou em 5%.

Nas operações destinadas às empresas, o índice permaneceu em 3,3%.

O endividamento das famílias chegou a 49,9% em julho, crescimento de 0,2 ponto percentual em relação ao mês anterior e de 1,1 ponto em 12 meses.

Já o comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas ficou em 28,7%. O percentual permaneceu estável no mês, mas está 1,4 ponto percentual acima do registrado um ano antes.

Mesmo diante dos juros elevados, o saldo das operações de crédito livre para pessoas físicas chegou a R$ 2,6 trilhões, com crescimento de 0,8% no mês e de 10,5% em 12 meses.

O avanço foi impulsionado principalmente pelo financiamento de veículos, cartão de crédito rotativo e crédito consignado destinado aos trabalhadores do setor privado.

Considerando pessoas físicas e empresas, a carteira de crédito livre alcançou R$ 4,1 trilhões em agosto.

O saldo de todas as operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional atingiu R$ 7,4 trilhões em agosto, expansão de 0,5% no mês.

As operações destinadas às famílias chegaram a R$ 4,7 trilhões, enquanto o crédito para empresas somou R$ 2,7 trilhões.

Em 12 meses, a carteira total de crédito cresceu 9,2%. Nas operações com pessoas físicas, o avanço foi de 10,5%, enquanto o crédito destinado às empresas aumentou 7,1%.