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Desemprego recua para 5,4% no Brasil no segundo trimestre de 2026

Foto: Alex Rocha/Arquivo PMPA

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,4% no segundo trimestre de 2026, entre abril e junho. O resultado representa uma queda de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando o índice estava em 6,1%. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando a taxa era de 5,8%, a redução foi de 0,4 ponto percentual.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram uma melhora do mercado de trabalho ao longo do segundo trimestre.

A taxa de desocupação caiu em 13 unidades da Federação na comparação com os três meses anteriores. Nos demais estados, o indicador permaneceu estável.

As maiores reduções na taxa de desemprego foram registradas no Rio Grande do Norte, com queda de 1,9 ponto percentual, seguido por Paraíba e Acre, ambos com recuo de 1,6 ponto.

Também houve redução em Tocantins (-1,5 ponto percentual), Alagoas (-1,3), Minas Gerais (-1,2), Mato Grosso do Sul (-1,1), Goiás e Rondônia (-1,0 cada), além de Maranhão, Espírito Santo e Mato Grosso, com queda de 0,9 ponto percentual cada. Em Santa Catarina, o recuo foi de 0,6 ponto.

Mesmo com a melhora nacional, as taxas apresentam diferenças significativas entre os estados.

O Amapá registrou o maior índice de desemprego, com 9,8%, seguido por Bahia, com 9,1%, Pernambuco e Piauí, ambos com 8,3%, e Sergipe, com 7,9%.

Na outra ponta, Santa Catarina apresentou a menor taxa do país, de 2,1%. Mato Grosso ficou em 2,2%, Espírito Santo em 2,3%, Rondônia em 2,6% e Mato Grosso do Sul em 2,7%.

Os dados do IBGE também mostram diferenças na taxa de desocupação de acordo com o sexo. No segundo trimestre, o índice foi de 4,6% entre os homens e chegou a 6,4% entre as mulheres.

A diferença também aparece na análise por cor ou raça. A taxa entre trabalhadores brancos ficou em 4,2%, abaixo da média nacional de 5,4%.

Entre pessoas pretas, o índice alcançou 6,9%, enquanto entre pardos ficou em 6,1%.

A taxa de desemprego apresentou diferenças conforme o nível de instrução dos trabalhadores.

Entre as pessoas com ensino médio incompleto, o índice chegou a 9%, o maior entre os níveis de escolaridade considerados na pesquisa.

Para quem tinha ensino superior incompleto, a taxa ficou em 5,6%. Já entre aqueles que haviam concluído o ensino superior, o desemprego foi de 3%.

No segundo trimestre de 2026, os trabalhadores com carteira assinada representavam 74,4% das pessoas ocupadas no setor privado do país.

Ao mesmo tempo, 25,3% da população ocupada trabalhava por conta própria.

A taxa de informalidade, considerando a população ocupada, ficou em 37,4% no período.

Os números mostram que, apesar da redução do desemprego, uma parcela expressiva dos trabalhadores brasileiros continua inserida em ocupações informais ou atuando por conta própria.

Outro dado destacado pelo levantamento é a redução do número de pessoas que estavam procurando trabalho há períodos mais longos.

Entre abril e junho, 1,1 milhão de brasileiros buscavam uma ocupação havia dois anos ou mais. O contingente representa uma queda de 15,6% em relação ao segundo trimestre de 2025, quando 1,3 milhão de pessoas estavam nessa situação.

Também houve redução entre os que estavam há menos tempo procurando emprego. No segundo trimestre deste ano, 1,1 milhão de pessoas buscavam uma ocupação havia menos de um mês. O número é 2,4% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, quando 1,2 milhão de pessoas estavam nessa condição.

Os dados apontam para uma redução geral da desocupação no país, acompanhada por queda no número de brasileiros que permanecem por períodos prolongados em busca de uma oportunidade de trabalho.

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