
O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul permaneceu estável no primeiro trimestre de 2026 em comparação com os três meses anteriores, mesmo diante da forte retração registrada na agropecuária. De acordo com o Boletim de Conjuntura divulgado pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE) da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), a variação foi de 0% na série com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo período de 2025, o crescimento foi de 0,4%.
O desempenho da economia gaúcha foi sustentado pelos setores da indústria, que avançou 0,9%, e dos serviços, com alta de 0,2%. Já a agropecuária registrou queda de 9,9%, reflexo principalmente da redução na produção de arroz e fumo. Por outro lado, as estimativas apontam crescimento das safras de milho e soja, com impacto esperado no segundo trimestre.
No mercado de trabalho, a taxa de desocupação caiu para 4% entre janeiro e março, 1,2 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. O número de pessoas ocupadas permaneceu estável em 5,895 milhões, enquanto o rendimento médio mensal real chegou a R$ 4.127, alta de 5,5% na comparação anual. A massa de rendimentos também cresceu, alcançando R$ 23,9 bilhões.
As exportações gaúchas somaram US$ 9,844 bilhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 4,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os produtos alimentícios e agropecuários lideraram a expansão, enquanto as exportações de tabaco registraram queda de 25,2%.
Já a arrecadação de ICMS totalizou R$ 27,54 bilhões no semestre, valor 3,2% inferior ao de 2025. Segundo o governo do Estado, a comparação é influenciada pela arrecadação extraordinária obtida com um programa de regularização fiscal realizado no ano passado.
No cenário nacional, o PIB brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao trimestre anterior e 1,8% na comparação anual. O boletim também destaca que o cenário internacional segue marcado por incertezas, com impactos das tensões no Oriente Médio sobre os preços das commodities e as perspectivas para a inflação global.
