
Uma ampla ofensiva das forças de segurança foi desencadeada nesta quarta-feira para combater a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) em diferentes regiões do país. Coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina, a Operação Coluna Sul mobilizou equipes em seis Estados brasileiros, entre eles o Rio Grande do Sul, e é considerada a maior ação já conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) catarinense.
Ao todo, foram expedidas 320 ordens judiciais, das quais 151 correspondem a mandados de prisão temporária e outras 169 a mandados de busca e apreensão. A operação foi executada de forma simultânea em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, contando com a participação integrada das polícias Civil, Militar e Penal.
Segundo o Ministério Público, a investigação busca enfraquecer a capacidade de organização e comunicação da facção criminosa, tanto dentro quanto fora das unidades prisionais. Os investigados são suspeitos de envolvimento em diversos crimes, entre eles organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de armas de fogo.
A ofensiva é resultado do avanço das apurações iniciadas durante a Operação Maserati, que identificou uma estrutura criminosa com atuação interestadual e ramificações em diferentes regiões do país. A nova etapa das investigações pretende desarticular essa rede e impedir a continuidade das atividades ilegais atribuídas ao grupo.
Durante o cumprimento dos mandados no Paraná, uma equipe policial foi recebida a tiros em um dos endereços investigados. Houve confronto, e um homem apontado como integrante da facção morreu no local. As circunstâncias do caso serão apuradas pelas autoridades competentes.
No Rio Grande do Sul também foram realizadas diligências, mas o Ministério Público não informou em quais municípios ocorreram as ações. As informações permanecem sob sigilo judicial, assim como a identidade dos investigados e os detalhes dos mandados cumpridos no Estado.
As autoridades destacam que a operação representa mais um esforço integrado das instituições de segurança pública para reduzir a influência das organizações criminosas, especialmente aquelas que utilizam o sistema prisional como base para coordenar atividades ilícitas em diferentes estados brasileiros.
