Dragagem remove mais de 53 mil metros cúbicos de resíduos de arroios em Porto Alegre em 2026

Foto: Foto: PMPA/Divulgação

As ações de dragagem e desassoreamento realizadas em arroios de Porto Alegre removeram mais de 53 mil metros cúbicos de resíduos acumulados no primeiro semestre de 2026. O volume retirado dos cursos d’água equivale a mais de 20 piscinas olímpicas e integra a estratégia do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) para ampliar a eficiência do sistema de drenagem urbana da Capital.

O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (17) e mostra o avanço dos trabalhos de limpeza e aprofundamento dos canais, considerados fundamentais para reduzir os impactos provocados por chuvas intensas e minimizar riscos de alagamentos em áreas urbanas.

Segundo o Dmae, a remoção de sedimentos, lixo e materiais acumulados nos leitos dos arroios contribui diretamente para aumentar a capacidade de escoamento da água, favorecendo o funcionamento do sistema de macrodrenagem da cidade.

Na Zona Norte, as equipes concentraram esforços nos canais dos pôlderes 9 e 10, além dos arroios Passo das Pedras e Santo Agostinho. Já na Zona Sul, as intervenções contemplaram locais como os arroios Rincão e do Salso, além das bacias de detenção abertas da região do bairro Moradas do Sul.

De acordo com o departamento, os serviços são executados de forma contínua e fazem parte de um cronograma permanente de manutenção. A previsão é que novas frentes de trabalho avancem para outros cursos d’água até o final de 2026.

A dragagem é considerada uma das principais ações preventivas para melhorar o desempenho da drenagem urbana, especialmente diante da ocorrência de temporais e chuvas de grande volume.

Ao remover materiais que se acumulam no fundo dos arroios, o serviço ajuda a evitar a redução da profundidade dos canais e melhora a circulação da água durante eventos meteorológicos extremos. A medida também contribui para diminuir a possibilidade de transbordamentos em áreas mais vulneráveis.

Os trabalhos de dragagem e desassoreamento foram retomados pelo Dmae em janeiro de 2022, após um período sem intervenções regulares em diversos pontos da cidade.

Desde então, os volumes retirados vêm aumentando. Somente em 2025, mais de 142 mil metros cúbicos de resíduos foram removidos dos arroios e canais internos de Porto Alegre, quantidade equivalente a aproximadamente 57 piscinas olímpicas.

A continuidade das ações é considerada estratégica para fortalecer a infraestrutura de drenagem da Capital, especialmente diante dos desafios impostos por eventos climáticos cada vez mais frequentes e intensos no Rio Grande do Sul.

Com a manutenção permanente dos cursos d’água, a expectativa é ampliar a capacidade hidráulica dos arroios e reduzir os impactos de enchentes e alagamentos em diferentes regiões da cidade.