
A Prefeitura de Porto Alegre deu início ao processo de contratação das obras emergenciais destinadas a ampliar a proteção contra cheias na Zona Norte da Capital. O aviso foi publicado no Diário Oficial do Município e marca mais uma etapa das ações voltadas ao fortalecimento do sistema de defesa contra inundações após os eventos climáticos extremos registrados no Rio Grande do Sul.
As intervenções contemplam a região localizada entre os bairros Sarandi e Anchieta, incluindo a área dos chamados pôlderes 7 e 8, considerada estratégica por abranger também o entorno do Aeroporto Internacional Salgado Filho. As empresas interessadas em executar o projeto têm prazo até 12 de junho para apresentar propostas ao Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae).
O projeto prevê a construção de um dique de aproximadamente 100 metros entre o arroio Passo das Pedras e o Rio Gravataí, além da implantação de um sistema móvel para fechamento das galerias que conectam o arroio Areia ao manancial. O investimento estimado é de cerca de R$ 47 milhões.
Segundo a administração municipal, a iniciativa representa uma antecipação da primeira fase do projeto de proteção da bacia do Rio Gravataí, originalmente conduzido pelo Governo do Estado. O objetivo é acelerar a execução de medidas consideradas fundamentais para reduzir os riscos de alagamentos e minimizar impactos em futuras ocorrências de cheias.
O prefeito Sebastião Melo destacou que o município vem ampliando os investimentos na recuperação e modernização do sistema de proteção contra enchentes desde 2024, com recursos superiores a R$ 2 bilhões. A expectativa é que os resultados das intervenções tragam mais segurança para moradores da Zona Norte e para a região do aeroporto ainda no segundo semestre deste ano.
O diretor-presidente do Dmae, Vicente Perrone, afirmou que a obra é tratada como uma das prioridades da gestão municipal dentro do plano de fortalecimento da infraestrutura de drenagem e contenção de cheias da Capital.
Nos últimos meses, a necessidade de ações imediatas para os pôlderes 7 e 8 intensificou as articulações entre os governos municipal, estadual e federal, além de órgãos de controle e do Judiciário. Os recursos para execução serão provenientes do Fundo do Plano Rio Grande, administrado pelo Governo do Estado.
Além das obras emergenciais, o Dmae apresentou uma proposta para reformular as etapas futuras do projeto. Entre as alternativas em análise estão a construção de uma grande bacia permanente de amortecimento e a implantação de duas novas Estações de Bombeamento de Águas Pluviais, estruturas consideradas importantes para ampliar a capacidade de resposta do sistema de drenagem em períodos de chuvas intensas.
