Tetê: talento, cobrança e o peso da camisa

O retorno de Tetê e a esperança de um Grêmio protagonista.

Tetê chega ao Grêmio para ser o cara do time. A contratação mais cara e badalada da temporada desembarca na Arena com o status de protagonista, alguém que precisa assumir o centro das atenções ao lado de Arthur. O garoto que saiu cedo de Porto Alegre retorna agora em patamar de craque, tratado assim pela direção gremista. Mas o rótulo vem acompanhado de responsabilidade: Tetê vai precisar provar que tudo aquilo que se viu na base e o que apresentou na Europa não foi em vão. Agora, no clube do coração, tem a chance, talvez única, de brilhar pela primeira vez no profissional vestindo a camisa tricolor.

Bola no corpo, todos sabem que não lhe falta. O problema é a angústia por títulos e o trauma recente de contratações caras que entregaram pouco futebol dentro de campo, fatores que deixam o torcedor com um pé atrás. Tetê, porém, é jogador de outro nível. Um atleta capaz, sim, de fazer o Grêmio jogar como time grande. No parâmetro do futebol brasileiro, ele está no mesmo patamar de Cebolinha, por exemplo, alguém que desequilibra, decide e muda o jogo com naturalidade.

No Grêmio, camisa pesa, cobrança é diária e paciência quase nunca existe. Tetê sabe onde está pisando. Não volta apenas para jogar bem, mas para decidir, liderar e transformar expectativa em resultado. Talento nunca foi dúvida; agora é sobre resposta em campo. Se assumir o protagonismo que dele se espera, o Grêmio ganha mais do que um reforço caro: ganha um símbolo de retomada. Caso contrário, será apenas mais um capítulo de promessas que o torcedor prefere esquecer.