
Os nomes começaram a aparecer, assim como as dispensas. Tetê, Enamorado e Caio Paulista simbolizam bem este primeiro movimento do Grêmio no mercado. O clube anunciou oficialmente apenas um reforço até agora, mas já contabiliza, ao menos, dez saídas do elenco. Esse cenário escancara o tamanho da reformulação que o grupo passará nesta temporada. Montar um elenco competitivo nunca é simples: exige tempo, criatividade e dinheiro. Desses três fatores, o Grêmio, neste momento, conta basicamente com a criatividade. O tempo é curto, já que a estreia no Gauchão acontece neste sábado, e o dinheiro segue sendo o principal obstáculo em um clube que ainda trabalha para reorganizar suas finanças.
Sonhar não custa nada, e isso é barato. É exatamente a partir desse princípio que o Grêmio conduz suas negociações. Já ouviu aquele ditado de que o “não” a gente já tem, agora é correr atrás do “sim”? É assim que o clube bate de porta em porta no mercado, buscando atletas para 2026. Mesmo com limitações financeiras evidentes, a direção sonha alto e passa a especular nomes de peso, movimento que faz o torcedor encarar a jornada com esperança e acreditar que 2026 possa ser diferente dos últimos anos.
Entre sonhos altos e uma realidade dura, o Grêmio segue caminhando em uma linha tênue entre o possível e o desejável. A reformulação é profunda, o calendário é implacável e o torcedor, mais uma vez, é chamado a ter paciência. Se o “sim” vai chegar, só o tempo dirá. Mas uma coisa é certa: o Grêmio tenta, insiste e se movimenta. Em um futebol onde parar é ficar para trás, sonhar, mesmo com pouco, ainda é uma forma de competir.
