Sábado, 20 de julho de 2024

Crítica | Tuesday – O Último Abraço

Confesso que quando assisti ao trailer da nova aposta da A24 (estúdio que tenho imenso carinho pelos projetos que abraça) notei uma semelhança muito grande com Sete Minutos Depois da Meia-Noite, filme que me balançou muito.

No longa a morte é representada por um papagaio que ouve todos os sofrimentos e mortes do mundo e viaja até eles para ajudá-los em sua passagem. Tuesday é uma menina de 15 anos que está morrendo de uma doença não identificada. A mãe nega tanto que evita ficar em casa, contratando uma enfermeira para cuidar da filha, e mente até mesmo sobre ter um emprego.

Quando a Morte chega na garota, em vez de implorar por sua vida ou demonstrar medo, ela conta piadas para ele. Ela limpa seu corpo. E ela passa tanto tempo com ele que, pela primeira vez, ele não consegue ouvir os gritos dos moribundos. No entanto, uma mãe em negação chega em casa e descobre que a morte se aproxima, e podemos ver até que ponto alguém pode tomar para proteger aqueles que não quer perder.

Mesmo com uma atuação tocante de Julia Louis-Dreyfus, a mãe de Tuesday, sua personagem mostra um comportamento egoísta e narcisista extremo em seu raciocínio para lutar contra a Morte. Os atos que ela pratica causam uma grande catástrofe para o mundo, e ela simplesmente não se importa. Em vez disso, ela mostra alívio porque sua vida pode continuar agora que sua filha não está morte. Esse direcionamento me distanciou muito do filme, me deixando chateado com o caminho para onde ia.

Os momentos entre Tuesday e a morte são o ponto alto do longa, mostrando uma garota com grande maturidade e aceitação da vida que recebeu.

O filme seria muito melhor se não passasse de alegorias filosóficas, mas ficamos presos ao tormento de quem tenta salvar a filha pelos motivos errados.

Nota: 5/10

 

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