Terça-feira, 21 de maio de 2024

“Abastecimento de arroz está garantido”, anuncia Federarroz

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), entidade que representa os produtores de arroz do Rio Grande do Sul, publicou um comunicado afirmando que o país não corre risco de desabastecimento do grão. O texto destaca que, apesar da situação de calamidade vivida no estado, responsável por 70% da produção nacional, o alimento não vai faltar nas prateleiras, já que 83% da safra 2023/2024 já havia sido colhida antes das chuvas.

O presidente da Federarroz, Alexandre Velho, foi entrevistado pelo RS em Pauta desta quarta-feira (15) e reafirmou a segurança do abastecimento para o país. O dirigente também revelou que as bombas usadas pelos arrozeiros estão sendo utilizadas para escoar as águas de Pelotas. A Federação também planeja a utilização das bombas em outras localidades para ajudar no combate aos alagamentos.

Confira a entrevista na íntegra:

Leia também o comunicado da Federarroz:

As entidades representativas do setor orizícola do Rio Grande do Sul, Estado responsável por mais de 70% da produção de arroz do Brasil, por meio de seus representantes, vêm a público haja vista a situação de calamidade pública que assola os gaúchos, em decorrência da enchentes que atingiram inúmeros municípios do Estado, informar, de plano, pelas razões abaixo, que inexiste risco de desabastecimento de arroz ao mercado consumidor.

Verifica-se que, diante da atual conjuntura no Estado do Rio Grande do Sul, é natural que haja apreensão com relação às condições de abastecimento do arroz no Brasil, haja vista os significativos danos causados pelas chuvas torrenciais que ocorrem no Estado que concentra a produção e a industrialização do cereal no país.

Todavia, conforme dados oficiais, tem-se que 84% da área cultivada no Estado foi colhida antes do início das chuvas, de modo que a projeção da safra 2023/2024 atinge aproximadamente 7.150 mil toneladas, o que representa uma redução de cerca 1,24% em relação ao volume produzido na safra anterior.

Assim, percebe-se que a possível diminuição da disponibilidade de arroz em razão das perdas de produtores afetados pelas enchentes que assolam o Estado será, inevitavelmente, compensada pelo incremento da importação e perda de competitividade do arroz brasileiro no Mercado externo.

Cumpre referir, ainda, que as dificuldades de escoamento da produção enfrentadas em razão da interdição de estradas estaduais e federais, serão, brevemente, superadas em decorrência do empenho de todo o país e da natural reorganização das cadeias produtivas.

Reforçamos, desse modo, o entendimento de que a catástrofe climática que assola o Rio Grande do Sul não impõe qualquer ameaça ao abastecimento de arroz à população brasileira, de modo que seguiremos (produtores rurais, cooperativas e indústrias) comprometidos com a missão de garantir a segurança alimentar do Brasil.

 

Federação das Associação de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul – Federarroz

Federação das Cooperativas de Arroz do Rio Grande do Sul – Fearroz

 Sindicato das Indústrias de Arroz de Pelotas – Sindapel

Sindicato das Indústrias do Arroz do Estado do Rio Grande do Sul – Sindarroz