Terça-feira, 21 de maio de 2024

Uma noite histórica

Depois de 41 anos, com um jogador a menos e a aposta em meninos, o Grêmio, do técnico Renato Portaluppi, conseguiu um feito histórico: fazer a Batalha de La Plata ter um novo capítulo. Desta vez, com um desfecho positivo e dando ênfase ao nome aclamado pelo torcedor: Imortal Tricolor.

A partida, durante os 90m, foi digna de Libertadores. Com um jogo amarrado, truncado e de muita disputa. Pouco se viu qualidade técnica ou individualidade de ambas as partes. O que sobressaiu foi o espírito aguerrido e o poder de marcação, algo que nesta temporada pouco tinha se visto no meio de campo gremista. Um tricolor que optou pela força física e a experiência dentro das quatro linhas.

A aposta do comandante em Fábio e Pepê rendeu bons frutos aos gremistas, pois foram gigantes neste feito. Por outro lado, a equipe gaúcha perdeu Geromel, ainda no primeiro tempo, com mais uma lesão. Além disso, vinha tomando um banho de água fria com a expulsão de Villasanti. Alí, foi um momento de tensão, pois via as chances de sair com uma vitória diminuir drasticamente, pois o Estudiantes, com o apoio da torcida, tinha tudo para crescer na partida.

Porém, na casamata gremista, tem um homem chamado Renato Portaluppi. O treinador gremista tem estrela e não à toa, é o único brasileiro a vencer a competição como jogador e treinador, mostrando que conhece e gosta desta competição. Mesmo com um atleta a menos, o ídolo gremista fez mudanças tentando vencer a partida e fazendo a sua estrela aparecer mais uma vez. Apostou em dois meninos, Gustavinho e Nathan Fernandes.

Os jovens não tremeram e mostraram que estão prontos para jogar diante dos grandões do futebol. Num contra-ataque, de velocidade, Gustavinho começa e o também menino, Nathan Fernandes, esperança gremista no final do ano passado, mudou a história do tricolor na Libertadores. A vitória rendeu três pontos, dinheiro nos cofres e uma esperança de avançar para a próxima fase. Depois de 41 anos, o Grêmio provou que é forte e tem tradição na copa, ao derrotar o time de melhor aproveitamento na história da competição, jogando em casa.