
O Rio Grande do Sul entrou em estado de emergência em saúde pública após o avanço de doenças respiratórias que vêm pressionando o sistema de atendimento. O decreto foi publicado no Diário Oficial nesta quinta-feira e já está em vigor, com validade inicial de 120 dias.
A medida foi tomada pelo governador Eduardo Leite com base em indicadores epidemiológicos que apontam crescimento significativo na circulação de vírus respiratórios. O aumento de casos tem provocado impacto direto na rede de saúde, com reflexos mais visíveis nas unidades de urgência e emergência.
Em Porto Alegre, a situação já é considerada crítica. Hospitais e unidades de pronto atendimento registram superlotação, com taxas que se aproximam ou até ultrapassam 300% da capacidade. O cenário também preocupa na área pediátrica, onde há aumento das filas de espera e risco de saturação do sistema.
Durante o período de emergência, hospitais e demais unidades que atendem pelo Sistema Único de Saúde deverão adotar medidas imediatas para ampliar a capacidade de atendimento. Entre as ações previstas estão a abertura de novos leitos clínicos, reforço em unidades com suporte ventilatório e ampliação de vagas em UTIs destinadas a pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave.
O governo estadual destaca que o objetivo é garantir resposta rápida diante da crescente demanda por atendimento, evitando colapso da rede pública. A duração do decreto poderá ser estendida, caso os indicadores de saúde continuem apontando agravamento da situação nas próximas semanas
