
O aumento expressivo de casos de sarampo nas Américas levou a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), a emitir um alerta para reforço imediato das ações de vigilância e vacinação. Em 2025, foram registrados 14.891 casos no continente, frente a 446 no ano anterior, além de 29 mortes. Dados preliminares de janeiro de 2026 apontam 1.031 registros, número muito superior ao do mesmo período de 2025.
A maior parte das infecções está concentrada na América do Norte, especialmente em México, Canadá e Estados Unidos. Segundo a Opas, a maioria dos casos envolve pessoas sem histórico de vacinação ou com situação vacinal desconhecida, reforçando a preocupação com a queda da cobertura imunológica em alguns países.
Apesar do cenário regional, o Brasil mantém o status de país livre do sarampo. Em 2025, foram confirmados 38 casos, a maioria sem vacinação e relacionados a infecções importadas. Em 2026, não há registros confirmados até o momento. Especialistas alertam que o intenso fluxo internacional de pessoas representa risco constante de reintrodução do vírus no país.
Autoridades de saúde destacam a necessidade de vigilância ativa, diagnóstico rápido e manutenção de altas taxas de imunização para evitar transmissão sustentada. O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, que pode provocar complicações graves e até morte, sendo a vacinação a principal forma de prevenção.
O Ministério da Saúde informou que tem orientado estados e municípios a reforçar ações de prevenção e ampliar a cobertura vacinal. Campanhas de imunização e medidas específicas em regiões de fronteira e áreas de grande circulação de pessoas fazem parte da estratégia para manter o controle da doença no território brasileiro.
