Estudo alerta: 3,8 bilhões de pessoas podem viver sob calor extremo até 2050

Foto: Foto: Shutterstock

Um estudo da Universidade de Oxford, publicado na revista científica Nature Sustainability, projeta que cerca de 3,8 bilhões de pessoas — metade da população mundial — poderão estar expostas ao calor extremo até 2050, caso a temperatura média global ultrapasse 2 °C em relação aos níveis pré-industriais.

Segundo a pesquisa, países como Brasil, Laos, Nigéria, Sudão do Sul e República Centro-Africana devem registrar aumentos significativos e perigosos nas temperaturas. Grandes nações populosas, entre elas Índia, Indonésia, Bangladesh, Paquistão e Filipinas, também enfrentarão impactos severos, ampliando os riscos sociais, econômicos e ambientais.

Os pesquisadores alertam que essas regiões estão despreparadas para lidar com ondas intensas de calor, o que pode gerar uma corrida por aparelhos de ar-condicionado já nos próximos anos. Em países de clima frio, como Finlândia, Rússia e Canadá, mesmo pequenas elevações térmicas tendem a provocar efeitos graves, já que suas infraestruturas são voltadas para baixas temperaturas.

De acordo com Radhika Khosla, uma das líderes do estudo, ultrapassar o limite de 1,5 °C de aquecimento terá impactos sem precedentes em áreas como saúde, educação, agricultura e migração. Para a pesquisadora, o único caminho possível é investir em desenvolvimento sustentável com emissões líquidas zero, a fim de conter a escalada das temperaturas e reduzir os riscos globais.