
O Grêmio entrou no Gre-Nal como favorito e saiu do clássico carregando feridas que precisam ser saradas com urgência, mas sem soluções improvisadas. O bom momento e o futebol consistente apresentados nas primeiras rodadas não se repetiram no principal teste da temporada até aqui. O clássico escancarou fragilidades defensivas do grupo e deixou claro que reforços ainda são necessários. É verdade que o time ainda está em ritmo de pré-temporada, mas a expectativa era de muito mais do que o que foi apresentado em campo.
O comandante português foi amplamente superado no duelo tático pelo uruguaio Paulo Pezzolano. Suas ideias não se encaixaram, e o Grêmio praticamente não viu a cor da bola. Sem retenção de posse, sem poder de marcação e incapaz de trocar passes, o time foi engolido pelo adversário. Pelo lado direito, a fragilidade ficou evidente, potencializada por falhas individuais que pesaram no resultado. Weverton, goleiro de liderança e experiência, não pode cometer erros da forma como cometeu, ainda mais em um clássico. Coube à infelicidade que justamente os dois reforços vindos do Palmeiras estivessem diretamente envolvidos nos lances decisivos.
O Grêmio entrou no clássico convicto e saiu dele carregando medos e receios para a quarta-feira. A estreia no Brasileirão, que tinha tudo para trazer ânimo e esperança ao torcedor, agora vem acompanhada de desconfiança. Após o Gre-Nal, aquela velha máxima de “brigar pelos 45 pontos” começa, novamente, a bater à porta. É hora de o mister mostrar que tem tamanho, pulso e, principalmente, valor na casamata. Cabe a ele reorganizar o time, corrigir rotas e transformar um tropeço doloroso em ponto de virada na temporada.
