STF arquiva inquérito contra delegados da PRF suspeitos de blitze nas eleições de 2022

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento das investigações contra dois delegados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) suspeitos de promover blitze para dificultar o deslocamento de eleitores no segundo turno das eleições presidenciais de 2022. A decisão, divulgada nesta quinta-feira (22), seguiu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou ausência de provas mínimas para sustentar as acusações.

Os delegados Alfredo de Souza Lima Coelho Carrijo e Leo Garrido de Salles Meira eram investigados por prevaricação e violência política, após terem sido indiciados pela Polícia Federal. No entanto, segundo Moraes, os autos não apresentaram indícios suficientes de conduta criminosa que justificassem a continuidade do inquérito.

O episódio está inserido no contexto das investigações sobre a tentativa de golpe para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder após a derrota eleitoral. As blitze da PRF, concentradas especialmente na Região Nordeste — onde foram fiscalizados mais de 2,1 mil ônibus —, foram consideradas pela Primeira Turma do STF como uma ação para dificultar o acesso de eleitores às urnas, em regiões com maior apoio ao então candidato Luiz Inácio Lula da Silva.

Na mesma decisão, Moraes determinou o trancamento das ações contra Anderson Torres, Silvinei Vasques e Marília Alencar, já condenados no processo da trama golpista, evitando dupla punição pelos mesmos fatos. O ministro ressaltou, contudo, que as investigações podem ser reabertas caso surjam novas provas.