
A lesão de Pavon não é, hoje, um grande problema para o Grêmio. O argentino é útil, entrega intensidade e cumpre bem sua função, mas está longe de ser insubstituível dentro do atual contexto do elenco. O clube se movimentou no mercado justamente para ter opções para o lado do campo e, mesmo que não estejam disponíveis neste momento, Tetê e Enamorado são referências claras quando o assunto é drible, profundidade e qualidade ofensiva.
Por isso, o desfalque não enfraquece o time no curto prazo, tampouco compromete o planejamento. Pelo contrário: a ausência de Pavon escancara uma realidade positiva. O Grêmio tem peças para a função e não precisa acelerar retornos ou recorrer a improvisações. A lesão acontece no início da temporada, quando ajustes ainda estão sendo feitos e o elenco está em fase de avaliação.
Mais do que um problema, a saída de Pavon abre espaço para os meninos. É o tipo de cenário que historicamente fortaleceu o Grêmio: jovens ganhando minutos, confiança e protagonismo. Gabriel Mec simboliza isso. Em vez de lamentar a baixa, o clube ganha a chance de olhar para dentro, testar talentos e, quem sabe, encontrar soluções que não estavam no radar. Em 2026, esse pode ser um passo tão importante quanto qualquer contratação.
