
A Prefeitura de Porto Alegre deu início ao processo de implantação de uma nova casa de passagem voltada ao acolhimento de imigrantes e refugiados, priorizando famílias venezuelanas em situação de vulnerabilidade. Para viabilizar o projeto, o município lançou um edital que prevê a seleção de uma organização da sociedade civil responsável pela gestão do serviço.
A proposta é oferecer acolhimento temporário e emergencial em um espaço estruturado para receber até 20 famílias, o que representa cerca de 50 pessoas. O atendimento deverá ocorrer de forma contínua, 24 horas por dia, garantindo suporte permanente às famílias acolhidas enquanto buscam alternativas de moradia, trabalho ou regularização documental.
A iniciativa surge em um contexto de instabilidade política e social na Venezuela, que tem provocado novos fluxos migratórios, além de recentes tensões internacionais envolvendo o país. Segundo o poder público, a prioridade para famílias venezuelanas não exclui outros imigrantes e refugiados, mas busca responder de forma mais rápida a um grupo que historicamente apresenta alta demanda por acolhimento na capital gaúcha.
As organizações interessadas em assumir a gestão da casa de passagem devem cumprir critérios técnicos e administrativos definidos no edital, que estabelece prazos, fontes de financiamento e diretrizes para a execução do serviço. As inscrições seguem abertas até o dia 5 de fevereiro.
A expectativa da prefeitura é que a nova unidade esteja em funcionamento até o final do primeiro semestre de 2026. O projeto integra um conjunto mais amplo de ações voltadas à ampliação e qualificação da rede municipal de acolhimento, reforçando as políticas de assistência social e o atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade em Porto Alegre.
