Ofensiva contra o Irã deixa 201 mortos e amplia tensão internacional

Foto: Frame/Reuters

Uma ofensiva militar conduzida pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã provocou ao menos 201 mortes e deixou 747 pessoas feridas neste sábado (28). Os dados foram divulgados por um porta-voz da Sociedade Crescente Vermelho e repercutidos por veículos internacionais, como a Al Jazeera.

Segundo a entidade humanitária, os ataques alcançaram 24 das 31 províncias iranianas, ampliando o impacto territorial da operação. Entre os alvos atingidos está uma escola de meninas na cidade de Minab, no sul do país. De acordo com a Agência de Notícias da República Islâmica (Irna), pelo menos 57 estudantes morreram e 60 ficaram feridas no local, enquanto cerca de 50 pessoas permaneciam sob os escombros.

A ação militar ocorreu dois dias após uma rodada de negociações entre representantes americanos e iranianos sobre os limites do programa nuclear do Irã. O governo iraniano sustenta que sua tecnologia nuclear tem finalidade pacífica, posição contestada pelos Estados Unidos e por aliados, especialmente Israel.

A reação internacional foi imediata. Diversos países, entre eles o Brasil, manifestaram condenação à ofensiva. A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu cessar-fogo e defendeu a redução das tensões na região.

Ao justificar a operação, o presidente Donald Trump declarou que a medida teve como objetivo defender os interesses americanos. Em resposta, o Irã realizou ataques contra países vizinhos que abrigam bases militares dos Estados Unidos. O vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Hamid Ghanbari, afirmou que o país exerce seu direito de defesa.