Toffoli determina envio ao STF de dados de todos os celulares apreendidos no caso Master

Foto: STF

O ministro Dias Toffoli, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal encaminhe todos os dados de celulares e mídias apreendidos e periciados na investigação. A decisão foi tomada após o diretor-geral da PF entregar ao presidente da Corte, Edson Fachin, um relatório sobre a perícia realizada no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo as investigações, mensagens encontradas no aparelho citam o nome de Toffoli, embora o conteúdo não tenha sido divulgado publicamente. Na decisão, o ministro solicitou o envio integral dos dados telemáticos, informáticos e telefônicos, além de todos os laudos periciais relacionados aos dispositivos apreendidos.

Entre interlocutores da investigação, a medida foi interpretada como uma resposta firme após a entrega do relatório ao STF. As citações ao ministro também aumentaram a pressão para que ele se declare impedido de atuar como relator do processo. Em nota anterior, Toffoli afirmou ser alvo de “ilações” e disse que não cabe à Polícia Federal solicitar declarações de suspeição.

Em novo posicionamento, o gabinete do ministro esclareceu sua participação societária na empresa Maridt, afirmando que ele integra apenas o quadro de sócios, sem exercer funções de gestão — prática permitida pela Lei Orgânica da Magistratura. A assessoria também negou qualquer relação pessoal ou financeira com Daniel Vorcaro.

A nota informou ainda que a empresa familiar deixou o grupo responsável pelo resort Tayayá após operações de venda realizadas entre 2021 e 2025, todas declaradas à Receita Federal e realizadas a valores de mercado. Segundo interlocutores, Toffoli recebeu dividendos da empresa enquanto ela ainda fazia parte do grupo empresarial.