Inter repete erros do passado

Bruno Henrique tenta comandar o Inter no meio-campo, mas esbarra na falta de inspiração e na forte marcação do Athletico-PR. FOTO: Ricardo Duarte

O Beira-Rio foi o cenário da abertura do Brasileirão 2026, mas o que se viu em campo passou longe de empolgar. O Inter voltou a apresentar velhos fantasmas da temporada passada, aquela em que só respirou aliviado no último jogo para escapar do rebaixamento. A derrota por 1 a 0 para o Athletico-PR não foi apenas um tropeço de estreia, foi um retrato incômodo de um time que segue sem respostas claras.

Mais uma vez, o Colorado pagou caro por aquilo que já virou rotina: desatenção defensiva e baixa eficiência ofensiva. Criou chances, ocupou o campo de ataque, finalizou bastante, mas pecou justamente onde o futebol decide jogos, na escolha final e na frieza diante do gol. Do outro lado, encontrou um goleiro inspirado, que transformou pressão em frustração e manteve o placar zerado com defesas decisivas.

O problema é que o contexto preocupa. O Inter não apenas perdeu: jogou pior do que terminou o último Brasileirão. Faltou convicção, sobrou desorganização e o futebol apresentado foi pobre para quem inicia um campeonato longo e exigente. A sensação é de um time perdido, ainda sem identidade, que empurra o jogo mais na base da vontade do que da clareza coletiva.

O alerta soa alto logo na largada. O Brasileirão não perdoa distrações, nem noites de desperdício. Ter a bola e pressionar não basta. É preciso transformar domínio em resultado, algo que, ao menos nesta estreia, o Inter mostrou estar longe de conseguir.