Arrecadação federal atinge recorde histórico e soma R$ 2,89 trilhões em 2025

Foto: José Cruz/Agência Brasil

A arrecadação da União com impostos e outras receitas alcançou um novo recorde em 2025, totalizando R$ 2,89 trilhões. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (22) pela Receita Federal e mostram crescimento real de 3,75% em relação a 2024, já descontada a inflação medida pelo IPCA.

Também houve desempenho inédito para o mês de dezembro. No último mês do ano, a arrecadação somou R$ 292,72 bilhões, o maior valor já registrado para o período, com alta real de 7,46% na comparação anual. Segundo a Receita, o avanço reflete principalmente o bom desempenho da economia, a elevação da massa salarial e o aumento da arrecadação em setores específicos.

O resultado considera tributos como Imposto de Renda de pessoas físicas e jurídicas, contribuições previdenciárias, IPI, IOF, PIS/Cofins, além de receitas provenientes de comércio exterior. Também entram no cálculo royalties e depósitos judiciais, ainda que esses não sejam diretamente administrados pela Receita Federal.

Entre os principais fatores que impulsionaram a arrecadação estão o crescimento do setor de serviços, que avançou 2,72% no período, e o aumento de 10,9% da massa salarial, o que elevou a contribuição previdenciária, que chegou a R$ 737,57 bilhões. Já a indústria teve desempenho mais modesto, com crescimento de apenas 0,17%, o que limitou a expansão de tributos ligados à produção.

Outro destaque foi a arrecadação do IOF, que somou R$ 86,48 bilhões no ano, alta real de 20,54%, influenciada por mudanças temporárias nas regras de crédito e operações financeiras. A cobrança sobre serviços de apostas online também teve forte impacto: a receita proveniente desse segmento saltou de R$ 91 milhões em 2024 para quase R$ 10 bilhões em 2025.

Apesar do recorde, a Receita avalia que há sinais de desaceleração, especialmente nos setores industrial e de vendas de bens. A arrecadação do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) cresceu apenas 1,27%, indicando uma expansão mais contida dos lucros empresar