
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (15) que o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia deverá entrar em vigor no segundo semestre deste ano. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, transmitido por emissoras de rádio e produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Segundo Alckmin, após mais de duas décadas de negociações, o acordo finalmente avança para sua fase decisiva. A expectativa do governo brasileiro é que o texto seja assinado nos próximos dias e, na sequência, passe pelos trâmites de aprovação no Parlamento Europeu e no Congresso Nacional. No Brasil, a internalização do acordo depende da aprovação de uma lei específica.
“O objetivo é concluir a aprovação ainda no primeiro semestre para que, no segundo semestre, o acordo já esteja em plena vigência”, afirmou o vice-presidente. De acordo com ele, uma vez ratificado, o tratado passa a valer de forma imediata entre os países signatários.
Alckmin destacou a dimensão do acordo, que envolve os cinco países do Mercosul — Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia — e os 27 membros da União Europeia. Juntos, os blocos representam um mercado estimado em 720 milhões de pessoas e cerca de US$ 22 trilhões em movimentação econômica, o que o torna o maior acordo comercial já firmado entre blocos econômicos.
O vice-presidente ressaltou que a redução e a eliminação de tarifas devem ampliar o comércio bilateral, estimulando exportações e importações. Para ele, o impacto será direto na geração de empregos e na competitividade das empresas brasileiras, especialmente daquelas voltadas ao mercado externo.
Além do efeito econômico, Alckmin avaliou que o acordo tem relevância política e simbólica. Em um cenário global marcado por conflitos, tensões geopolíticas e aumento do protecionismo, o tratado seria uma demonstração de que o diálogo e a negociação ainda são caminhos viáveis para fortalecer o multilateralismo e o comércio internacional.
“O acordo mostra que é possível construir soluções conjuntas, com regras claras, beneficiando consumidores, empresas e trabalhadores dos dois lados”, concluiu o ministro.
