
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou neste domingo (11) sua retórica contra Cuba, afirmando que a ilha não receberá mais petróleo nem apoio financeiro da Venezuela e sugerindo que o governo cubano busque um “acordo” com Washington antes que seja tarde demais”. A mensagem foi publicada em sua rede social, a Truth Social, e marca uma escalada das tensões entre os dois países no contexto regional.
Trump fez referência à longa dependência de Cuba em relação ao petróleo venezuelano, que historicamente ajudou a sustentar a economia da ilha em troca de serviços de segurança prestados ao governo de Nicolás Maduro. A relação foi interrompida após a captura de Maduro em uma operação liderada pelos EUA na Venezuela, segundo relatos da mídia.
Em resposta, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, usou as redes sociais para fazer um forte contraponto às declarações americanas. O líder cubano afirmou que Cuba é uma nação “livre, independente e soberana” e que ninguém poderá ditar suas decisões. Díaz-Canel também destacou que o país tem sido alvo de pressões dos EUA há décadas e que está preparado para defender sua pátria “até a última gota de sangue”.
O presidente cubano criticou ainda aqueles que atribuem os problemas econômicos de Cuba unicamente às suas escolhas internas, lembrando que o embargo econômico e outras medidas de asfixia aplicadas pelos Estados Unidos ao longo de mais de 60 anos têm contribuído para a situação do país.
A troca de declarações ocorre em um momento de realinhamento na América Latina, após a queda de Nicolás Maduro, aliado histórico de Havana. O enfraquecimento desse apoio externo e as declarações de Trump sobre a necessidade de um “acordo” deixaram clara a intenção de Washington de pressionar Cuba a reconsiderar posições políticas e econômicas que persistem desde a Guerra Fria.
Especialistas apontam que a postura dos EUA reflete não apenas uma disputa bilateral, mas também interesses geopolíticos mais amplos na região, combinados com esforços para reduzir a influência de aliados tradicionais de regimes não alinhados com Washington. A resposta de Havana, por sua vez, ressalta a determinação do governo cubano em manter sua soberania frente a pressões externas.
A situação segue acompanhada de perto por governos e analistas internacionais, que avaliam possíveis desdobramentos diplomáticos e econômicos nos próximos meses.
