
O Conselho de Segurança das Nações Unidas realizará, na manhã de segunda-feira (10), uma reunião de emergência para discutir a recente operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura e retirada do presidente Nicolás Maduro de Caracas. O encontro está marcado para as 10h no horário local de Nova York (12h em Brasília) e foi solicitado formalmente pelo governo venezuelano.
O pedido de convocação foi encaminhado pela Colômbia, novo integrante do Conselho de Segurança, a partir de solicitação apresentada por Caracas. A iniciativa ocorreu após os ataques americanos que atingiram diferentes regiões do país, incluindo a capital venezuelana, e deram início à operação anunciada por Washington como uma ação de grande escala.
Em carta enviada ao presidente do Conselho de Segurança, o embaixador da Somália, Abukar Dahir Osman, que atualmente ocupa a presidência rotativa do órgão, a Venezuela classificou a ação dos Estados Unidos como “atos de agressão”. O documento também foi encaminhado ao secretário-geral da ONU, António Guterres, solicitando a intervenção do organismo internacional.
A crise provocou reações imediatas do governo venezuelano. Em declaração pública, a vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou que o país não aceitará qualquer forma de tutela estrangeira e reagiu às declarações do presidente norte-americano Donald Trump sobre a possibilidade de controle político e econômico da Venezuela.
Segundo Rodríguez, o governo está preparado para defender a soberania nacional e seus recursos naturais. A fala ocorreu durante reunião do Conselho de Defesa da Nação, com a presença de representantes dos poderes públicos e autoridades civis e militares.
A reunião do Conselho de Segurança deve reunir os cinco membros permanentes — Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido — além dos membros rotativos, em um momento de forte tensão diplomática. O encontro será acompanhado de perto pela comunidade internacional, diante do impacto político, jurídico e geopolítico da operação americana e de seus desdobramentos para a estabilidade da América Latina.
