
A saída de Cristian Olivera do Grêmio, agora encaminhada para o Bahia, soa menos como perda e mais como alívio. Contratado a peso de ouro, o uruguaio nunca conseguiu justificar o investimento feito pelo clube, nem dentro de campo, nem fora dele. Quando um jogador passa mais tempo reclamando da reserva e declarando amor a outro clube do que entregando desempenho, o fim costuma ser inevitável.
O Grêmio tentou, insistiu e bancou uma das contratações mais caras da última janela, mas recebeu pouco em troca. Foram 37 jogos, cinco gols e duas assistências, números tímidos para quem custou US$ 4,5 milhões e chegou com status de aposta estratégica. A insatisfação pública, o desejo escancarado de jogar no Nacional e a saída antecipada para o Uruguai no fim da temporada só escancararam a desconexão entre atleta e clube.
Por isso, o possível empréstimo ao Bahia até o fim de 2026 deve ser encarado como um ponto final necessário. Às vezes, encerrar um erro é tão importante quanto acertar uma contratação. O Grêmio agradece, vira a página e segue em frente. Porque reconstrução também passa por saber quem não deve mais fazer parte do processo.
