Educação concentra maior parte dos empregos nas entidades sem fins lucrativos, aponta IBGE

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

A área de educação e pesquisa é a que mais emprega nas fundações privadas e associações sem fins lucrativos (Fasfil) no Brasil, concentrando 27,7% dos postos de trabalho do setor. O dado faz parte de levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que também aponta a assistência social como a segunda maior empregadora, com 12,7%.

O estudo revela ainda forte presença feminina nessas organizações. Embora as mulheres representem 45,5% do total de empregados no mercado de trabalho brasileiro, nas Fasfil elas chegam a 68,9% dos assalariados. Na educação infantil, a predominância é ainda maior: 91,7% dos trabalhadores são mulheres.

Apesar da ampla participação, a desigualdade salarial persiste. De acordo com o IBGE, as mulheres recebem, em média, 19% menos que os homens nas fundações privadas e associações sem fins lucrativos, reproduzindo uma diferença observada em outros setores da economia.

Para o coordenador de Cadastros e Classificações do IBGE, Francisco Marta, os dados evidenciam a relevância econômica e social das Fasfil. “Elas complementam as ações de governo em serviços como saúde, educação, assistência social, defesa de direitos e meio ambiente”, afirma. Segundo ele, o setor contribui de forma significativa para a geração de riqueza no país.

O levantamento também analisou o porte das entidades. Em média, as Fasfil tinham 4,5 empregados, mas a grande maioria — 85,6% — não possuía nenhum trabalhador formal. Apenas 0,7% das organizações contavam com 100 ou mais funcionários.

As atividades com maior número médio de assalariados são os hospitais, com cerca de 270 trabalhadores, seguidos por entidades de saúde (132,5), ensino superior (73,9) e ensino médio (73,8). Na outra ponta do ranking estão as organizações religiosas, que registram média de apenas 0,6 empregado formal.