Superávit da balança comercial recua e tem pior novembro desde 2021

Foto: Ricardo Botelho/Minfr

O desempenho da balança comercial brasileira em novembro apresentou o pior resultado para o mês desde 2021, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (4) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O superávit alcançou US$ 5,842 bilhões, queda de 13,4% em relação ao mesmo período do ano passado, pressionado pela forte alta das importações e pelo recuo das exportações de petróleo.

As exportações somaram US$ 28,515 bilhões, o maior valor já registrado para novembro na série histórica iniciada em 1989. Já as importações totalizaram US$ 22,673 bilhões, também recorde para o mês. Apesar do aumento no volume exportado em setores como agropecuária e indústria de transformação, a retração na indústria extrativa — especialmente petróleo e minérios de cobre — puxou o saldo comercial para baixo.

No acumulado de janeiro a novembro, o superávit soma US$ 57,839 bilhões, 16,8% inferior ao resultado do mesmo período de 2024. As vendas externas registram alta de 1,8% no ano, enquanto as importações cresceram 7,2%, impulsionadas pelo reaquecimento da economia, que ampliou a demanda por combustíveis, máquinas e produtos industriais.

Entre os destaques de exportação no mês, estão a soja, cujas vendas cresceram 64,6%, aeronaves, com alta de 86,1%, e carne bovina, que subiu 57,9%. Na ponta contrária, as exportações de petróleo encolheram 21,3%, uma queda equivalente a US$ 963 milhões.

O MDIC revisou sua projeção e agora espera que o superávit comercial de 2025 feche em US$ 60,9 bilhões, abaixo das estimativas de analistas financeiros consultados pelo Boletim Focus, que apontam para um saldo de US$ 62,85 bilhões.