
Felipão, Edenilson, Mano… A nova gestão, agora sob o comando do presidente Odorico Roman, dá seus primeiros passos na organização do planejamento para 2026. O movimento inicial foi a confirmação da permanência de Felipão, que seguirá exercendo sua função no clube, um gesto que simboliza continuidade em um momento de reconstrução.
Mas, diante de tantas incertezas e de um ano que exigirá decisões firmes, surge a pergunta que inevitavelmente domina o debate: este é realmente o caminho? O 2025 do Grêmio precisa servir de aprendizado para que os mesmos erros não se repitam. Nesse sentido, apostar na continuidade do trabalho de Mano Menezes é acreditar que ele possa extrair mais do elenco e aprimorar o desempenho com escolhas pontuais.
Escolher um treinador no mercado brasileiro não é tarefa simples e nunca foi. Mas, mais do que encontrar um nome disponível, é preciso definir alguém em quem a direção realmente confie e que esteja alinhado ao modelo de futebol que o clube deseja construir. A temporada que se aproxima vai cobrar convicção, coerência e coragem.
Entretanto, Mano não me parece o treinador mais corajoso para este projeto. Sua permanência soa mais como uma escolha para evitar riscos no início da gestão do que como uma convicção definitiva da diretoria. A ideia é seguir pelo caminho mais seguro, fazer o básico, o “feijão com arroz”, e atravessar essa primeira etapa sem grandes ruídos com o torcedor.
Resta saber, agora, se essa postura conservadora será capaz de sustentar um Grêmio mais forte ou se apenas prolongará a sensação de que o clube está sempre reagindo ao próprio passado, sem conseguir de fato projetar o futuro.
